Começa com a importância dos lugares de meio-termo e de limbos e da beleza como se podem encontrar, com as distâncias que não se podem medir e com viagens imaginadas. No seu curso surge a ideia de objecto de culto, a intensidade da repetição de formas ou imagens, a intimidade das coisas que nos parecem grandes em coisas tão pequenas. No fim, descobre-se que o caos que tudo isto parece não é uma mera desordem, mas uma estrutura complexa e permeável de ideias, imagens, objecto e fascínios que constantemente se re-organiza.

Aqui fala-se do espaço e do cosmos como lugares de nostalgia, de olhar o passado para ler o futuro, de solidão e matemáticas de tangência ou “coincidência arquitectada”; fala-se dos desertos como lugares de simulação de outros lugares e como espaços de encontrar as estrelas, fala-se da ciência como se fala de arte, fala-se de rotinas quotidianas como órbitas planetárias.









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2018 at MCO Arte Contemporânea